quarta-feira, 5 de maio de 2010

Portugal entre os melhores países para as mulheres terem filhos



Para quem está convencido de que os portugueses estão sempre entre os últimos, o relatório anual da Organização Save The Children trouxe ontem boas notícias. Portugal está entre os 20 melhores países para as mulheres serem mães. O ranking intitulado "Estado das mães do mundo 2010" avaliou 160 países e colocou o nosso à frente do Canadá, dos Estados Unidos, da Áustria, do Luxemburgo ou do Japão. Os resultados têm como base a melhor combinação entre dez critérios que vão desde a esperança de vida das mães e dos bebés, partos medicamente assistidos, escolaridade feminina, incentivos à natalidade ou taxa de mortalidade infantil.

Há sempre outras leituras que se podem fazer da mesma tabela. Ao juntar numa só lista países desenvolvidos e países em desenvolvimento, a Save The Children agrupou dois campeonatos distintos - 43 Estados ricos e 117 pobres. O resultado acabou por revelar o óbvio: países do Norte da Europa como Islândia, Suécia, Dinamarca ou Finlândia estão entre os melhores e os chamados países do terceiro mundo como Nigéria, Chade, Guiné-Bissau, Iémen, Mali, Sudão ou Eritreia estão no fundo da lista.

E, no grupo dos Estados com o melhor nível de vida, Portugal surge a meio da tabela, atrás da Estónia, Eslovénia, Espanha, Itália ou Reino Unido. Significa isto que, quando o universo se reduz aos países desenvolvidos, os portugueses descem no ranking, como mostra, por exemplo, o mais recente relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE): dos 30 países avaliados no estudo "Taxing Wages 2007-2008", Portugal é o que menos estímulos fiscais oferece às famílias. Na Europa, apenas Espanha e Polónia têm incentivos mais baixos. No extremo oposto, Luxemburgo, Alemanha, França, Bélgica ou Áustria são os Estados onde mais compensa ter filhos.



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2 comentários:

Mac Adame disse...

Não há incentivos fiscais para ter filhos em Portugal? Então e os 200 euros ou lá o que é com que o governo abre uma conta aos recém-nascidos? Depois podem movimentá-la quando fizerem 18 anos. Espero é que esteja isenta de despesas de manutenção, caso contrário, quando se puder mexer na conta, já lá estão uns 500 euros em vez dos 200 (só que negativos). Eu acho que isto é um grande incentivo!

José Silva disse...

Acho que estou de acordo com o Mac Adame, estamos a esquecer aqueles paises onde uma mãe com 2 ou mais filhos fica em casa a tomar conta dos mesmos e recebe um ordenado pago pelo governo.
Tenho 2 filhas e sei o quanto custa pagar amas infantários e já para não falar na preocupação de não saber se os filhos ficam bem entregues e se são bem tratados.
É que já tive um caso muito triste com uma das minhas filhas e uma ama.