
É preciso ter mais de 30 para recordar os ténis Sanjo que marcaram uma geração. Na altura, (década de 70) não haviam marcas internacionais concorrentes, apenas ténis descaracterizados de diversos modelos. Só muito mais tarde, começaram a aparecer no mercado marcas como a Le Cock Sportif, também eles cobiçados por todos os "Putos".
A Sanjo agora é uma marca, que tem sapatilhas de lona e outros segmentos de calçado. Em força voltaram as sapatilhas redondas, com os tornozelos altos, biqueira em borracha e ilhós pretos e vermelhos
A patente das sapatilhas de lona Sanjo foi comprada há cerca de dez anos pelo administrador da Fersado, Paulo Fernandes, em hasta pública. Há cerca de um ano e meio aquela empresa do Prior Velho começou a fabricar as sapatilhas, modelo K100, que antigamente eram usadas para jogar futebol de salão. O administrador da Fersado explicou que “como estão na moda os ténis de lona, há uma tendência para consumir”, e daí a reintrodução no mercado.
É difícil estabelecer” a data de criação do modelo de sapatilhas de lona Sanjo, inicialmente produzidas na fábrica onde agora é o Museu da Chapelaria. Actualmente, a marca Sanjo é produzida em Portugal, no que toca às peles, no Brasil o calçado infantil e no Extremo Oriente e Índia as sapatilhas de lona.
A Sanjo terá nascido da secção de borracha vulcanizada da Empresa Industrial de Chapelaria, na década de 40. Nessa altura havia apenas dois modelos, um branco de sola fina para ginástica de solo e o carismático K100. A bota de lona com protecção lateral para os tornozelos tornou-se famosa e imagem de marca das equipas de basquetebol da Associação Desportiva Sanjoanense.
O declínio da Sanjo iniciou-se na década de 80 com a perda de exportação, que representava 40 por cento da produção e o aparecimento no mercado nacional de marcas como a Nike e a Reebok. Em 1990 a Sanjo entra em crise e muitos funcionários abandonam os seus postos de trabalho. Em 1997, a marca surge de novo no mercado, com sapatilhas de lona produzidas no estrangeiro.
Estando na moda os sapatos de lona, prevê-se um bom futuro, para esta marca portuguesa do século passado, é pena que tenham começado a produzir em países com a Índia e o Paquistão…
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