terça-feira, 12 de abril de 2011

Geração à rasca!???

"Andam à rasca...... já experimentaram contrariar?

A geração dos meus pais não foi uma geração à rasca.
Foi uma geração com capacidade para se desenrascar.
Numa terriola do Minho as condições de vida não eram as melhores.
Mas o meu pai António não ficou de braços cruzados à espera do Estado ou de quem quer que fosse para se desenrascar.
Veio para Lisboa, aos 14 anos, onde um seu irmão, um pouco mais velho, o Artur, já se encontrava.
Mais tarde veio o Joaquim, o irmão mais novo.
Apenas sabendo tratar da terra e do pastoreio, perdidos na grande e desconhecida Lisboa, lançaram-se à vida.

Porque recusaram ser uma geração à rasca fizeram uma coisa muito simples.
Foram trabalhar.
Não havia condições para fazerem o que sabiam e gostavam.
Não ficaram à espera.
Foram taberneiros.
Foram carvoeiros.
Fizeram milhares de bolas de carvão e serviram milhares de copos de vinho ao balcão.
Foram simples empregados de tasca.
Mas pouparam.

E quando surgiu a oportunidade estabeleceram-se como comerciantes no ramo.
Cada um à sua maneira foram-se desenrascando.
Porque sempre assumiram as suas vidas pelas suas próprias mãos.
Porque sempre acreditaram neles próprios.
E nós, eu e os meus primos, nunca passámos por necessidades básicas.
Nós, eu e os meus primos, sempre tivemos a possibilidade de acesso ao ensino e à formação como ferramentas para o futuro.
Uns aproveitaram melhor, outros nem tanto, mas todos tiveram as condições que necessitaram.

E é este o exemplo de vida que, ainda hoje, com 60 anos, me norteia e me conduz.
Salvaguardadas as diferenças dos tempos mantenho este espírito.
Não preciso das ajudas do Estado.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.
Não preciso das ajudas da família que também têm as suas próprias vidas.
Não preciso das ajudas dos vizinhos e amigos.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.
Preciso de mim.
Só de mim.

E, por isso, não sou, nunca fui, de qualquer geração à rasca.
Porque me desenrasco.
Porque sempre me desenrasquei.
O mal desta auto-intitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam.
Habituados, mal habituados, a terem tudo de mão beijada.
Habituados, mal habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo oferecido.
Habituados, mal habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil prosperidade.
Sentem-se desiludidos.
E a culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de rosas.

Mas não é.
É altura de aprenderem a ser humildes.
É altura de fazerem opções.
Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não encontram emprego "digno".
Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não conseguem ganhar o dinheiro que possa sustentar, de imediato, a vida que os acostumaram a pensar ser facilmente conseguida.

Experimentem dar tempo ao tempo, e entretanto, deitem a mão a qualquer coisa.
Mexam-se.
Trabalhem.
Ganhem dinheiro.
Na loja do Shopping.
Porque não ?
Aaaahhh porque é Doutor...
Doutor em loja de Shopping não dá status social.
Pois não.
Mas dá algum dinheiro.
E logo chegará o tempo em que irão encontrar o tal e ambicionado emprego "digno".
O tal que dá status.
O meu pai e tios fizeram bolas de carvão e venderam copos de vinho.

Eu, que sou Informático, System Engineer, em alturas de aperto, vendi bolos, calças de ganga, trabalhei em cafés, etc.

E garanto-vos que sou hoje muito melhor e mais reconhecido socialmente do que se sempre tivesse tido a papinha toda feita.

Geração à rasca ?
Vão trabalhar que isso passa.
À rasca, mesmo à rasca, também já tenho estado.
Mas vou à casa de banho e passa-me."


Parabéns ao autor… que desconheço

segunda-feira, 11 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

PEPE brinquedos



Devido ao nascimento de um novo membro da família, este blog ficará suspenso até finais de Abril... os filhos mandam.

domingo, 27 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

Tasquinhas de Rio Maior


Na edição de 2011 das Tasquinhas de Rio Maior celebra-se nesta cidade ribatejana um quarto de século das tasquinhas mais tradicionais da zona centro.

As Tasquinhas de Rio Maior distinguem-se das restantes pela particularidade de apenas poderem participar neste certame associações ou colectividades sem qualquer profissional da restauração como colaborador.

Nas Tasquinhas de Rio Maior todo o dinheiro angariado será aplicado nas mais variadas obras ou acções das varias colectividades

domingo, 20 de março de 2011

Os portugueses no Mundo...



A emigração é um fenómeno estrutural da sociedade portuguesa. Os portugueses lá fora são vistos na sua maioria (há sempre ovelhas negras) como trabalhadores e honestos. E nós? Quando vamos para fora, como é que vemos os outros?
Este vídeo é sobre um açoreano que emigrou para os Estados Unidos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

... tem talento

Kseniya Simonova é a vencedora da edição Ucraniana do Got Talent, fez uma animação da invasão da Ucrânia pela Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, tendo usado os dedos e uma superfície com areia.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Festival de Chocolate - Óbidos



Chocolate. Uma palavra mágica que em Óbidos assume um significado muito especial. O Festival Internacional de Chocolate de Óbidos, desde a primeira edição é o maior evento do género organizado em Portugal.

Todos os anos cerca de 200 mil pessoas visitam o certame que tem vindo a subir qualidade de oferta. Mais espaço, mais actividades, mais esculturas em chocolate…
mas a mesma magia!

domingo, 13 de março de 2011

Comércio Tradicional VII



Fotos: Sónia Pinto Diniz - 2011

Situada numa das principais ruas de Vila Franca de Xira, a casa Manuel Torrão e Joaquim Morais, fornece as gentes locais tudo o que possa imaginar para a casa ou para o campo. Uma tradicional casa de ferragens que também é drogaria.

Localização: Rua Serpa Pinto nº67 - Vila Franca de Xira

Tipo: Casa de ferragens / Drogaria